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a colheita 
é presença

por Éle Fernandes

abrir brechas com os mesmos dedos que semeiam a terra!

O FAFAN nasce em 2021, em um mundo confinado e mesmo com tantos medos, a arte foi oxigênio que nos permitiu romper fronteiras invisíveis. Abrimos as janelas, ocupamos o virtual e realizamos um festival ao vivo que reuniu dezenas de pessoas. E foi assim nossa primeira edição: espalhando sementes ao vento, ocupando diversos estados, entrando em várias casas e agora em 2026 estamos vibrando com o amadurecimento desse caminho.

celebramos pois estamos em vida! 

 

Realizar este festival de forma presencial é a materialização do "olho no olho" e do contato físico. Esta edição marca o que vingou, o que resistiu ao tempo e do que, sob a terra, exigiu nosso cuidado constante para florescer. 

é tempo de colheita!

 

Nossa curadoria entende a arte como prática política e território vivo de possibilidades, sustentado por eixos que transformam o fazer artístico em terras abençoadas. 

A memória como semente germina no resgate de trajetórias. No audiovisual, celebramos legados como o de Marlene Silva Dança o Mundo e a força da Fabulosa Nickary Aycker, enquanto INCONTÁVEIS MANEIRAS DE FAZER DA VIDA UM PALCO e Cabeça de Rua revelam a poética do cotidiano e do trabalho. Nas artes cênicas, a ancestralidade evoca o território em (En)tupir: Jequitinhonha e o espetáculo assuviá pra chamar o vento. A memória aqui é escavação e fomento: como no lançamento da Editora Artes Sapas, que nasce para registrar  histórias de pessoas LGBTQIAPN+. É Sapatão: uma racha/dura no sistema proposta por Expedição Reversa, da Coletiva Fanchecléticas, que reverte a língua do opressor em monumento de tesão e revolução

Pelo afeto como metodologia, reafirmamos que o cuidado é o que sustenta a vida. Ele transborda na palavra viva do Sarau AVOA AMOR e no gozo revolucionário do Sarau Erótico. O afeto se faz som nas vozes de INTERIORANAS e YUKÁH, e na diversidade geracional do Forró Torto e das Ferinas Sessions. É nessa escuta ativa que obras como Metamórfike, Manifesto pela desistência de gênero e Travessia encontram brechas no asfalto para fazer pulsar o que o concreto insiste em esconder. 

há muita vida na terra!

Nesse processo, a rebeldia é o solo fértil. É dela que brota a pista ocupada por A terra dá, a terra quer - Mini Ball, inspirada na sabedoria de Nego Bispo, e se multiplica nas vivências das oficinas. Do Mergulho Drag Cuir às Brincadeiras de Terreiro, passando pela Oficina de DJs e Presença: Eu estou aqui.

Cada proposta selecionada revela a força da coletividade. Honramos todos os trabalhos potentes que confiaram em nosso festival: são muitas mãos envolvidas e sonhos em movimento, em trajetórias que marcam e transformam nossa cultura. Esta costura curatorial é um convite ao inesperado, um trânsito entre linguagens no mesmo espaço-tempo. É um convite para atravessar experiências, abraçar gente e sorrir com os olhos, permitindo uma imersão artística viva e compartilhada.

a colheita é presença!

 

O 2º FAFAN ocupa a cidade para reafirmar que a nossa existência é uma colheita farta, pois acreditamos que a presença do corpo no espaço reafirma a arte como território de memória, afeto e rebeldia. Convidamos vocês a olhar para o que brotou, para o que insiste em nascer e para tudo aquilo que ainda pulsa à espera de luz.

Aliás, mais do que um convite, é um chamado: 

 

 colher o que é nosso por direito.

Éle Fernandes

PROGRAMAÇÃO

Programação  - Semana 1 

quinta-feira, 5/03
18h30 às 21h30

Abertura Oficial do 2º FAFAN
com Sarau Fancheclético -  Fanchecléticas Coletiva

A coletiva responsável pelo FAFAN abre as porteiras do festival para celebrar afeto, memória e rebeldia. Entre versos e olhares, convidamos você para uma partilha de tesão e carinho, música e performance.

 

Venha celebrar conosco os frutos de tudo aquilo que floresceu em nós, pois colher também é reconhecer o caminho.

 

Música
com Forró torto 

Forró Torto apresenta um show vibrante que dialoga com a tradição do forró nordestino a partir de uma formação contemporânea e diversa. Composta exclusivamente por mulheres cis e pessoas não-bináries de diferentes gerações, a banda expande o formato clássico do forró ao incorporar o cavaquinho e o violão de 7 cordas à sanfona, zabumba e triângulo. No palco, o grupo transita entre baiões, xotes e galopes, costurando repertório tradicional, releituras criativas e composições autorais.

Pré - festival

quarta -feira, 4/03 
Oficina de contrapartida
- às 14h30

Ação Formativa

Oficina de Teatro: Presença - Eu estou aqui! - Denise Lopes Leal
 

Presença é quando o corpo chega antes da palavra. É quando respirar vira coragem e existir vira gesto. Esta oficina é um convite para quem deseja estar por inteire, sem máscaras impostas, sem pressa de caber. Através do teatro, do corpo em movimento, da voz que vibra e do silêncio que escuta, abrimos um espaço para sentir o agora e ocupar o mundo com verdade.

Voltada para pessoas LGBTQIAPN+, a oficina nasce como território de acolhimento e liberdade. Aqui, cada corpo é linguagem, cada identidade é cena, cada história é potência. Não se trata de representar, mas de revelar. Não de performar para fora, mas de reconhecer o que pulsa dentro. Presença é encontro. É o corpo que afirma: eu estou aqui.

Abertura

sexta-feira, 6/03 

14h30 às 21h30

Ação Formativa

Oficina de DJs - Do Plantio à colheita - coletiva NBAILE
Horário - 14h30 às 18h30

Inscrições gratuitas no site.

Oficina de DJs - Do Plantio à colheita com coletiva NBAILE nasce do percurso e da força construída pela NBaile desde sua fundação em 2023, em Belo Horizonte. Criada por Jahi Amani (DJAHI), a NBaile é um coletivo que celebra e potencializa corpos trans e não binários, com centralidade nas vivências de pessoas trans pretas, transformando a pista, o som e o encontro em espaços de afirmação, visibilidade empregabilidade e resistência.  Inspirada pelo tema Colheita, a oficina propõe um olhar para tudo o que foi plantado coletivamente: saberes musicais, experiências de pista, redes de afeto, enfrentamentos e conquistas dentro de um cenário ainda marcado pela transfobia e pelo conservadorismo. Aqui, colher é reconhecer processos, honrar trajetórias e transformar vivência em técnica, escuta e criação sonora livre de opressões.  A oficina compartilha práticas de DJ a partir de uma perspectiva política e sensível, entendendo a discotecagem como ferramenta de expressão, empregabilidade, cuidado e luta. Assim como os projetos da NBaile — festas, o programa TransMutá e ações em parceria com movimentos NB —, "Oficina de DJs - Do Plantio à colheita com coletiva NBAILE" reafirma a existência de corpos trans e não binários na música, celebrando o que foi semeado e abrindo caminhos para novos ciclos de criação e continuidade.

Artes Cênicas
En(tupi)r: Jequitinhonha - Grupo NaLama
Horário - 19h

O espetáculo conta a história de um território e das mulheres que o sustentam. No Vale do Jequitinhonha, a terra é explorada pela mineração de lítio enquanto tradições e modos de vida são colocados em risco. Alfonsina, guardiã da festa do Boi, e Rita, rezadeira, representam uma geração que resiste pela memória e pelo cuidado. Quando Dorinha retorna à terra natal, encontra um solo ferido e uma comunidade adoecida. Diante da ameaça de apagamento cultural e ambiental, ela assume o protagonismo da cena ao ressignificar a tradição do Boi, transformando-a em ferramenta de enfrentamento. A terra deixa de ser apenas cenário e se torna personagem central da narrativa. Com música ao vivo e elementos da cultura popular, a obra constrói uma dramaturgia em que o protagonismo feminino conduz a colheita da memória, da ancestralidade e da resistência, afirmando a permanência dos corpos e dos territórios frente à exploração.

sábado,  7/03 

13h às 18h

Ação Formativa

Oficina Brincadeiras de Terreiro - Jocasta Roque
Horário - 13h às 15h
Inscrições gratuitas no site.

A oficina “Brincadeiras de Terreiro – Cânticos e Danças do Congado” propõe uma vivência lúdica, afetiva e coletiva inspirada nas tradições afro-mineiras do Congado, integrando canto, dança, ritmo e convivência comunitária. Conduzida por Jocasta Roque, multiartista e arte-educadora quilombola, a atividade convida pessoas de todas as idades a experimentar, de forma acessível e participativa, os saberes dos terreiros e reinados mineiros como expressão cultural e patrimônio imaterial. Estruturada em momentos de acolhimento, brincadeiras tradicionais, vivência musical e encerramento com cortejo simbólico, a oficina promove o encontro entre corpo e memória, fortalecendo a identidade afro-brasileira, a escuta coletiva e o sentimento de pertencimento. Em duas horas de experiência prática, o público é convidado a aprender celebrando, reconhecendo o Congado como uma manifestação cultural viva, comunitária e ancestral.

 

Literatura
SARAU AVOA AMOR - edição especial: colheitas do afeto - Coletivo Avoante
Horário - 15h

O avoa é um sarau literário de poesia marginal, que circula pela cidade de Belo Horizonte há mais de 8 anos. Nesta edição será conduzido pelas integrantes e poetas Thamara Selva e Joi Gonçalves, e propõe um encontro sensível entre leitura poética, escuta coletiva e participação do público. A ação reúne textos autorais e abre espaço para apresentações espontâneas, além de disponibilizar livros poéticos LGBTQIAPN+ para leitura, criando um território de afeto, memória e troca.

 

Lançamentos Literários

Horário - 16h

Lançamento da Editora Artes Sapas com performance literária dos livros:

 

Tia Nina Sapatão, de Nádia Fonseca

Contação da história pela autora

 

Tia Nina Sapatão é aquela pessoa que decide existir em sua verdade, mesmo que o mundo insista em enquadrar seu modo de se vestir, de se sentir, de existir. Este livro é um presente às crianças, às famílias e a todes que acreditam no poder do amor e da liberdade.


O sumiço da cigarra, de Mari Moreira
Contação da história por devore se

 

Esta obra gráfico-literária é uma fábula ecológica, que através da fantasia conscientiza sobre a importância dos pequenos seres no ecossistema e os impactos ocasionados pelas ações humanas. O livro narra a história de Mabel, um ser mágico que transita entre os mundos natural e antrópico, e sua investigação sobre o misterioso desaparecimento das cigarras, assim que Gabriel sente falta da sua cantoria em determinada época do ano, quando vai colher amoras, uma tradição em sua família e núcleo comunitário. A narrativa, situada na fronteira sutil entre a ficção e a realidade, serve como um delicado alerta sobre desequilíbrios ambientais e a importância dos vínculos de afeto e companheirismo entre seres com perfis diversos.

Música
YUKÁH
Horário - 17h

Yukáh, artista experimental de si natural do Vale do Jequitinhonha/MG, celebra sete anos de trajetória com o show YUKÁH . Unindo musicalidade, teatralidade e poesia, onde propõe uma experiência sensorial com influências da MPB, Jazz e Soul Music. Interpretando canções autorais e releituras de clássicos da mpb convida o público a cantar sobre o amor e os sonhos para o futuro.

domingo, 8/03

18h às 21h30

Audiovisual 

Exibição de Filmes

Horário - 18H


INCONTÁVEIS MANEIRAS DE FAZER DA VIDA UM PALCO - Laura Evelyn

Este documentário brinca com o retrato de incontáveis personas de Cauã Esteves, a partir de uma perspectiva 20cm mais baixa e emoldurada por bilhetes de amor por quem o conhece, antes de tudo, como amigo.
 

Travessia - Gabriela Mendes

Travessia é uma videodança em que o corpo percorre espaços de passagem da cidade como quem retorna aos rastros que ficaram sob o concreto. A obra propõe uma escuta sensível do espaço público, tensionando a relação entre presença e invisibilidade, entre o lúdico e o colapso cotidiano, para então transformar esses territórios em cena e permanência. Sobre a passarela do metrô Santa Tereza — onde o concreto encobre o rio, mas não apaga sua existência — a dança emerge como gesto de resistência ao apagamento do espaço e dos corpos que por ele circulam. O corpo em movimento atua como quem colhe memórias soterradas, ativando aquilo que insiste em pulsar mesmo diante da falência das estruturas que sustentam o agora. Entre os ruídos da cidade, as vibrações do funk e a fisicalidade de um movimento circular e repetitivo, Travessia instaura brechas no cotidiano urbano e propõe a reinvenção do encontro, da apropriação e da presença. A obra revela a potência de um corpo em constante ressignificação, que semeia outros modos de existir e cria mundos possíveis a partir da ruína cotidiana.

Fabulosa Nickary Aycker - Jomaka

Fabulosa Nickary Aycker é um documentário em curta metragem que nasce da vivência de uma mulher travesti preta, periférica, ex-detenta, que encontrou no seu trabalho amor e uma nova chance. Artista da cena Drag e Teatral Belo-horizontina, Nickary Aycker é a estrela desse curta e protagonista de sua própria história. Evidenciando narrativas historicamente apagadas, Fabulosa Nickary Aycker traz diversas reflexões através da poética de um corpo que luta, diariamente, contra o racismo e a transfobia, para conquistar seu espaço nas artes e na vida.

Artes Cênicas
Espetáculo assuviá pra chamar o vento - Breve Cia
Horário - 19h30

alguém assovia ao longe. um ventinho lambe as nossas peles. um papagaio verde coiêta o céu com cor de se pôr. a rabiola dança y reflete como olho de gato. o que avistam mulekes que empinam pipas? as linhas se cruzam: um mandado o outro dá linha. só pra contrariar o cerol corta a pontinha do que tava ali de disfarçado. aba mais reta que o papo que ele ta dando. entre goles para lembrar, passinhos e tóquinhos: papagaios molhados torcem contra o temporal.

Programação  - Semana 2

quinta-feira, 12/03
18h30 às 21h30

Audiovisual 

exibição de filmes 

Horário - 18H

Marlene Silva Dança o mundo - Elaine do Carmo

Documentário póstumo sobre a bailarina Marlene Silva, precursora da Dança Afro em Minas Gerais. Esta é uma celebração do seu legado. Uma viagem pela história através do acervo da própria bailarina.

Cabeça de rua - Angélica Lourenço

Célia recebe uma proposta para um trabalho fichado em uma loja após trabalhar durante muitos anos como lavadora de carros. Em seu último dia na rua, ela precisa passar seu ponto de trabalho para sua prima, ao mesmo tempo que precisa lidar com sua insegurança em relação ao novo desafio profissional.

Metamórfike - Lui Nascimento

Lolo é ume jovem não binário, influenciadore e diretore de videoclipes que faz entregas pela cidade enquanto sua carreira não decola. Após receber uma entrega misteriosa, coisas estranhas começam a acontecer. Um sci-fi queer tropykal pelas ruas de Belo Horizonte. 


Manifesto não binário pela desistência do gênero - Zaíra de Las Palozas

Gênero é uma invenção humana, uma invenção que já foi repetida tantas vezes e por tantas pessoas ao redor do mundo que foi transformada de verdade inquestionável. Invenção essa que nos violenta e limita todos os dias. Vale a pena ressignificar uma camisa de força para que ela se torne uma camisa leve?


SAPATÃO: uma racha/dura no sistema - Fanchecléticas Coletiva

Por que estamos tão cansades? Uma entregadora por aplicativo responde em sua última postagem: um desabafo e uma despedida. Um corpo vivo numa sociedade em colapso. Uma corpa que tenciona a cidade, rompe com padrões e cria racha/duras. Sapatão, guarde este dia com carinho!

Música
INTERIORANAS
Horário - 19h30

“INTERIORANAS” resulta do encontro entre o canto ancestral da cantautora Carmopolitana Luiza da Iola e a escrita poética da Poeta Novalimense Nívea Sabino. O show experiencial com duração de 40 minutos, composto por cantopoemas baseados na obra “INTERIORANA”, de Nívea Sabino, diz do ser interior do interior no interior, relata histórias individuais, resgata  memórias afetivas,  traços da memória ancestral e coletiva.

 

Música
Ferinas Sessions - Luar de Verão
Horário: 20h30

Ferinas Sessions nasce enquanto um palco no qual a banda Ferinas Groove recebe outras artistas, negras, periféricas e LGBTQIAPN+ da região metropolitana de Belo Horizonte, com o intuito de fomentar a voz dessas mulheres e pessoas não-binárias. O Ferinas Sessions posiciona-se como um contraponto ativo, criando um palco prioritário para talentos femininos, trans e periféricos, contribuindo para a diversidade e equidade no setor cultural. O pocket show a ser realizado na 2ª edição do FAFAN será o Luar de Verão: Tal qual a Lua tem suas fases, da discreta à brilhante e imponente, e tem exercido fascínio e influência sobre a terra desde tempos antigos, esse show é um convite ao encontro do corpo com o mundo. Luar traz toda sua sensibilidade, sua poesia e potência, uma vez ocultos, para a frente da plateia. Com um repertório autoral que busca suscitar reflexões sobre a natureza, o amor, a liberdade e a política e o que isso pode dizer sobre a retomada da terra, a apresentação busca lançar sementes do álbum que está prestes a florescer. O show contará com os vocais de Luar, Indi e Fernanda Valadares, além do apoio instrumental de três convidadas extremamente talentosas, sendo elas Anna Lages, artista multi percussionista; Lud Cunha, pianista renomada; e Raíssa Uchôa, instrumentalista excepcional

sexta-feira,13/03

15h às 21h30

Ação Formativa
Oficina  Mergulho Drag Cuir - Eli Nunes
Horário - 15h às 19h
Inscrições gratuitas no site.

Experimente a Arte Drag por um viés Cuir e Decolonial. Buscando explorar diferentes corporeidades e energias através da maquiagem e montações, a Oficina Mergulho Drag Cuir convida para reflexões acerca de gênero, apresenta referências na arte Drag Queer e King na América Latina e oferece um espaço seguro de experimentação para o autoconhecimento.


Literatura
Sarau Erótico - Transmutar-se Coletiva
Horário - 19h
O Sarau Erótico é um convite a gozar da oralidade ancestral dos corpos dissidentes que o ocupam. Um espaço onde o prazer atravessa a palavra, domina as mentes de forma poética e dilata os sentidos como arte circense, tocando fundo como práticas cênicas ritualísticas. Aqui, o tesão se manifesta em toda e qualquer expressão artística, entrelaçando o sexy ao revolucionário, o corpo à palavra, o desejo à insurgência.

 

sábado, 14/03 

18h às 21h30

Artes Cênicas
"A terra dá, a terra quer" - Mini Ball - House of Juicy Brasil
Horário - 18h
“A terra dá, a terra quer” é uma ball que brota do pensamento de Nego Bispo e entende a ballroom como território vivo de troca, cuidado e permanência. Corpos dissidentes semeiam gestos, estéticas e pertencimentos, cultivando a pista como chão fértil de memória e futuro. Com categorias acessíveis, a ball espalha sementes, fortalece vínculos e afirma a colheita como gesto coletivo — porque toda cultura viva precisa ser plantada, cuidada e compartilhada.

domingo, 15/03

18h às 21h30

Artes Cênicas
Expedição Reversa - Fanchecléticas Coletiva
Horário - 18h
Expedição reversa, lesbosapatransgrafia do Brasil. Paradoxo da tia, experimento arqueológico futurista,  sequestro/ resgate de safo. Expropriação da história oficial desde um devir Chavela Vargas. Verter a língua porque me da la re chingada gana. Devir Maria Betania cuidado, cuidado comigo que eu faço cena de você. Ato de reverter a linguagem caminar hasta un nuevo punto. Escavar memória e reconstruir monumentos de tesão ancestral. A Língua é um mapa de nossos fracassos, mas eu preciso dela pra falar aqui, aqui e agora será pela língua. Usaremos a língua do opressor na nossa revolução paródia, nosso legado com voz, há muitas e muitas avós. Abuelas. Avós.

Atração de encerramento - Surpresa 
Horário - 19h
 

The Fanchecléticas Coletiva promotes the sapatão art in Belo Horizonte. We are artists who work in theatre, audiovisual, music and literature, valuing the LGBTQIA+ community.
In 2021 we premiered our first festival,
o FAFAN - 1st Fancha Art Festival.

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